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O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) decidiu não suspender, por enquanto, o contrato da Prefeitura de Glória do Goitá para exames por imagem e consultas médicas, mas emitiu um alerta formal à gestão por causa de graves indícios de irregularidades.
O contrato, no valor estimado de R$ 5,7 milhões, envolve serviços de raio-x, ultrassonografias e consultas em 16 especialidades médicas.
Entre os problemas apontados pelo TCE estão:
sobrepreço em valores de até 24,8 vezes a tabela SUS;
indícios de terceirização irregular de serviços de saúde;
possível burla ao concurso público;
suspeita de montagem processual e antedatação de documentos;
falhas no planejamento da contratação.
Na prática, o Tribunal entendeu que o modelo adotado pode estar usando empresa terceirizada para executar atividades que deveriam ser prestadas de forma regular pela administração pública, o que pode substituir indevidamente cargos que exigem concurso público.
Mesmo sem suspender o contrato neste momento, o TCE abriu uma Auditoria Especial para aprofundar a investigação. O órgão explicou que preferiu não paralisar imediatamente os serviços para evitar risco de prejuízo no atendimento à população.
Com isso, a Prefeitura e a Secretaria de Saúde foram alertadas de que a continuidade do contrato, nas condições atuais, passa a ser de responsabilidade direta da gestão, inclusive se forem confirmados danos ao erário.